Conversa racional.

Dois amigos se encontram no supermercado e, com muita saudade, se cumprimentam e começam a conversar:

-Rapaz, olha que menina bonita!

-Gostei muito não, parece uma ratinha.

-Ratinha? A guria é a maior gata…

Nesse momento uma notícia na televisão do supermercado anuncia:

-Crise financeira mundial se mostra cada vez mais iminente…

Então ele indaga ao companheiro:

-Ué?! Crise financeira? Como isso é possível? Que eu saiba a única maneira de o dinheiro deixar de existir é queimando.
-Hmmmm. Você tem razão! Mas eu creio que o problema não é o dinheiro sumindo, mas a quantidade de gente aumentando, ou seja, quanto mais gente no planeta, menos dinheiro se tem para dividir.

-Que brilhante argumento, meu caro. Mas me diga… seria mais sensato então, que os governantes começassem a exprimir novas campanhas de controle de natalidade para diminuir o desemprego e a falta de dinheiro no mundo?

-É engraçado esse ponto de vista. Infelizmente, parece que para sobreviver dependemos tanto de várias folhinhas de papéis e esquecemos o quão bonito era o mundo de antigamente com menos dinheiro e mais árvores.

-Hahahahahahha. VERDADE. Quanto mais gente, menos árvores e mais papel. Quanto mais papel mais sujeira.

-E quem limpa essa sujeira? O homem vai conseguir se livrar dela algum dia ou vai se render à extinção?

-Extinção?! Isso é só uma questão de tempo. A quantidade de gente é tamanha que nem os ICEBERGS aguentam e se derretem como manteiga no pãozinho quente.

-HIHIHI! O tal aquecimento global de que tanto falam, não é?! Tô ligado demais.

-Nem adianta tentar fugir! Onde era quente e calmo agora chove e tem terremoto, onde tem gente demais tem desastre. Onde será que isso terminará?

-Quando eu não sei. Que vai terminar eu tenho certeza, mas será que estaremos aqui para ver?

-Hmmmm. Acho melhor irmos aproveitar enquanto há tempo. Um forte abraço!

-Até logo!

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Uma resposta to “Conversa racional.”

  1. Tiago Alves Says:

    Aaah… esse papo é interessante, demonstra o quanto que o ser humano é movido por motivações. Viu como eles só se deram conta da situação ‘real’ só pq foi exibido no noticiário? lógico… do contrário, com certeza ainda estariam discutindo o ‘naipe’ da menina. Esse espírito ‘fudeu, o mundo vai acabar!’ é passageiro. Comparando ao meu dia-a-dia… ando de moto e canso de ver motociclista ‘entapetado’ debaixo de ônibus, carro ou estirado no chão, a grande maioria é vítima da própria imprudência. O cara sabe que não dá pra passar (ou dá, mas o risco de ‘abraçar o asfalto’ é maior) no meio dos carros sem antes, pelo menos, apontar o farol no retrovisor do carro pra sinalizar que ele vai ultrapassar (leia-se costurar)… mas a adrenalina reverte a razão na emoção e faz girar o cabo do acelerador. O final, quase sempre é infeliz. O que isso tem a ver? os 2 aí em cima sabem da situação, mas ao final fazem a mesma coisa que os motociclistas enquadrados na situação citada fazem: “Acho melhor irmos aproveitar enquanto há tempo”. Buzina e passa que vai ! Apontar o farol no retrovisor dos outros ninguém quer… é um trabalho a mais!

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